O Corinthians e a trajetória na Libertadores: a chance do Timão!

21 de junho de 2012
Em apenas 118 segundos o mineiro de São Gotardo e camisa 10 do Corinthians, Danilo, liberta o Timão para uma decisão que entrará para a história do alvinegro da capital paulista.




É isso, o Corinthians, pela primeira vez em sua longa história, vai para a final da Libertadores. Sem uma estrela em seu elenco, mas com um elenco digno de estrelas, e digo isso no plural merecido, levando em consideração a proeza repetida no fato de ser a defesa menos vazada no Campeonato Brasileiro de 2011 e, até o presente momento, na Libertadores da América de 2012.

Leandro Castán e Chicão merecem uma estatueta de ouro por suas atuações, nos desarmes precisos, sempre apoiados por Fábio Santos e Alessandro, este último que, diga-se de passagem, tem firmado sua posição no lugar de Edenílson, outro "monstro" das laterais; à frente, o corinthiano Ralf e seu comparsa Paulinho organizam com maestria ímpar aquele que se tornou o time mais entrosado e qualificado da história do Corinthians.

A História

Em 1977, depois da batalha no campeonato paulista, que vencera após 23 anos de reclusão, vai a Libertadores em uma campanha que, no mínimo, abarca a palavra "pífia": perde sua chance contra o Internacional após um empate aqui em São Paulo e uma derrota no Sul. O time liderado por Oswaldo Brandão, que tinha no plantel ninguém mais que um dos maiores atletas já vistos na história do esporte, Basílio, perde sua primeira oportunidade de conquistar a América.

Em 1991, depois da épica saraivada de garrafas, o Timão passa para as oitavas e encara o Boca Júniors, quiçá o time mais mandingueiro e catimbeiro do futebol sulamericano. Resultado? 3x1 para os argentinos em uma Bambonera pra lá de lotada; na volta, 1x1 em um Pacaembu recheado de ressentimento. Nem Tupãnzinho nem Neto foram páreos.

Em 1996 o time comandado por Eduardo Amorim teve uma de suas melhores fases na Copa Libertadores: com Ronaldo, Célio Santos, Henrique e Silvinho; Bernardo, Zé Elias, Marcelinho Carioca e Souza; Edmundo e Leonardo, conseguiram um feito até então inédito na carreira do Timão, mas foram eliminados nas quartas-de-final pelo Grêmio de Felipão que tinha Jardel e Paulo Nunes.

Em 1999 o Corinthians sucumbiu ao Palmeiras, amargando ver seu maior rival levantar a taça em pleno Palestra Itália. O plantel? Talvez o mais célebre a vestir o manto sagrado: Nei, Rodrigo, Nenê, Gamarra e Silvinho; Vampeta, Rincón, Marcelinho Carioca e Ricardinho; Edílson e Fernando Baiano, sob o comando de Oswaldo de Oliveira. Os títulos dele com o Timão naquele ano? Paulista e Brasileiro de 1999.

Em 2000, mesmo com o favoritismo gritante, muito similar ao rival de ontem (o Santos, sendo que refiro-me pela qualidade de seus jogadores, o qual possibilitara um adiantamento quanto ao time favorito para o campeonato) o chute de Marcelinho Carioca acerta as mãos de Marcos, o santo forte palmeirense. O plantel é lembrado até hoje como uma formação brilhante na história do clube: Dida, Daniel, Adílson, Fábio Luciano e Kléber; Vampeta, Edu, Ricardinho e Marcelinho Carioca; Edílson e Luizão - sob a regência de Oswaldo de Oliveira, que levaria o Timão a conquistar seu tão contestado título de Campeão Mundial pela Copa do Mundo de Clubes da FIFA, fato este que não desce na garganta dos 160 milhões de brasileiros, mas que pode ser visto no DOCUMENTO OFICIAL DA FIFA.


Em 2003, sob o comando de Geninho e contando com Liedson na linha de frente, o Corinthians abriu a primeira fase do campeonato ao melhor modo, somando 15 pontos. Caiu nas oitavas, nas mãos - ou melhor, nos pés de D'Alessandro que, na época, era o camisa 10 do River Plate. Placar? 2x1 lá, 1x2 aqui. 


2006, Pacaembu lotado, a Fiel em peso para motivar o Timão contra o River Plate de Passarella. 3x1 para o River. Resultado? Fiel invadindo o estádio. O time comandado por Ademar Braga, que tinha no plantel nomes como Mascherano, Ricardinho, Roger, Nilmar e Tevez, não aguentou a pressão das oitavas - carma - e fora eliminado.


Em 2010 foi a vez do Flamengo tirar o sono do gigante do Bom-Retiro, em um trágico e chuvoso 0x1 marcado por um jogador cuja alcunha é o "amor" em sua forma anglicista. Love marca, Corinthians fora, mesmo tendo Dentinho e Ronaldo em sua linha de ataque, comandados por Mano Menezes.


É Tudo Nosso!


2011 foi um ano duplo no Corinthians: derrotado vergonhosamente pelo Deportivo Tolima, ganha o apelido malicioso de "toliminado"; apesar do recalque dos demais 160 milhões de brasileiros, era justamente este Corinthians que se ergueria e caminharia rumo à conquista do Campeonato Brasileiro, em uma campanha que, em sua fase final, possuiu os traços corinthianos mais característicos: o jogo sofrido. Desta formação, que contava com nomes como Ronaldo, Dentinho, Jucilei e Roberto Carlos, além do técnico Tite, viria a atual fase, surpreendentemente a melhor equipe do Corinthians em alusão à Copa Libertadores da América: a escalação é gritada pela Fiel em todos os jogos: Cássio (Júlio César), Alessandro (Edenílson), Chicão, Leandro Castán e Fábio Santos; Ralf e Paulinho; Jorge Henrique, Danilo, Alex e Emerson. 


Uníssono! O que vimos ontem foi uma demonstração de que o Corinthians tem potencial e garra, tem vontade de chegar lá! Como ouvi de um corinthiano hoje, "é uma vez na vida", e é esse sentimento que a Fiel carrega no peito, sofrendo com seu time, chorando pelo seu time, gritando sempre os mesmos dizeres: EU NUNCA VOU TE ABANDONAR!


Vai Corinthians!


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