Foi só começar “Avenida Brasil”, nova novela da Globo, que reacendeu nas redes sociais a polêmica do jogador “gordinho”. O personagem flamenguista Jorge “Tufão”, interpretado pelo ator Murilo Benício, tem um coração enorme, um verdadeiro “homem de família”, afetuoso e que nunca quis sair do Divino, seu bairro de origem. Apesar das qualidades, Tufão é um jogador que ostenta uma pomposa protuberância abdominal de dar inveja a Adriano e Ronaldo.

Tufão não é o primeiro. A história do futebol já nos revelou vários jogadores acima do peso, mas acima da média. O goleiro inglês William "Fatty" Foulke com 1,95m chegou a pesar 165 kg e é considerado o jogador de futebol mais gordo da história. Mesmo assim, foi campeão três vezes da Copa da Inglaterra pelo Chelsea e pelo Sheffield United, no início do século XX.
O maior jogador europeu dos anos 50, o húngaro Ferenc Puskas, o major galopante, chegou a jogar com 18 kg acima do peso ideal.
Aqui na América Latina, 0 baixinho paraguaio Cabañas foi artilheiro da Libertadores em 2007 e 2008 e principal responsável pela eliminação do Flamengo no torneio continental de 2008 em pleno Maracanã lotado.
O comentarista esportivo da Band e ex-jogador “craque” Neto chegou a dizer “eu joguei gordo a vida inteira”.
Atualmente, o meia Daniel Carvalho do Palmeiras chama a atenção não só pelo bom futebol nesse início de temporada, mas também pelos quilinhos a mais. Mesmo assim, o meia tem feito gols importantes e articula as principais jogadas do meio-campo do Verdão.

Os casos são muitos: do folclórico Juca Baleia, passando pelo goleiro Serjão e, até chegamos a Adriano, Ronaldo Fenômeno, Ronaldinho Gaúcho, Blanco, Val Baiano, Obina, Douglas...
Acredito que duas coisas credenciam um atleta a ser jogador de futebol: preparo físico e habilidade técnica. Não é nenhum motivo de orgulho dizer que é barrigudo e craque. Por isso, alguns clubes brasileiros como o Vasco, Brasiliense e São Bento já até multaram seus “gordinhos”.
Mas, por outro lado, o futebol está cheio de “gordos técnicos”. É inadmissível que um jogador erre tantos passes, cobranças de escanteio e faça tantas faltas. Gols perdidos, furadas, gols contra e toda sorte de incompetência técnica infesta os gramados nacionais.
Futebol brasileiro virou chacota na TV. Para isso foram criados vários quadros cômicos: “Inacreditável Futebol Clube”, “Mustela Putorius Furo – o Furão”, “Bola Murcha”, o “Bola nas Costas”, “Que Beleeza!” e etc. etc. etc.
Para o telespectador da novela ou do futebol, é melhor um Tufão gordinho, craque e solidário do que um ventinho magro, soberbo e de cabelo moicano.
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