(Esq. para dir. Garrincha, Heleno de Freitas e Jóbson)
Heleno foi o maior ícone do futebol carioca dos anos 40 e primeiro craque problema do futebol mundial. O "jogador galã", assim apelidado, foi pioneiro no estilo de jogador bon vivant, polêmico, mas genial na nas quatro linhas. Um mix de Romário, pelo faro de gol, com o temperamento de Edmundo, a classe de Falcão e inteligência de Tostão, por se tratar de um advogado e bem esclarecido. Heleno morreu internado em um hospício vítima de sífilis cerebral contraída por meio de seu estilo de vida desregrado e intenso. Uma carreira meteórica que transitou das glórias e centro dos holofotes ao fundo do poço, anonimato e morte precoce.
(Rodrigo Santoro interpreta Heleno de Freitas no cinema em: "Heleno - O príncipe maldito")
Uma história de traços semelhantes está sendo escrita pelo talentoso Jobson. Posso soar exagerado aos leitores, mas vi Jobson nascer com um potencial incrível para craque e não o vejo em outra posição a não ser ao lado dos grandes atacantes do futebol brasileiro na atualidade, não fosse o seu talento também para o drama. Tal qual Heleno e Mané, Jobson é um dependente químico e luta contra esse mal há anos. A torcida do Glorioso acompanha esse drama de perto e com apreensão enquanto eu penso: Jobson não poderia vestir outra camisa a não ser a do Botafogo. E é para ela que nessas indas e vindas e ele sempre acaba voltando.
Há nessa linda camisa que tanto respeito um imã para histórias trágicas e por isso esse é o clube que mais inspirou obras literárias no futebol brasileiro. Ainda torço por Jóbson. E tenho certeza que no coração de todo botafoguense e torcedor do bom futebol há uma enorme esperança de que no desfecho haja glórias maiores que as tragédias, ao menos nesta história.
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