Valorizar o patrimônio

30 de agosto de 2011
dinheiro

"Nós temos que vender jogadores para manter as contas em dia" essa é a frase preferida de todos os dirigentes brasileiros. Será mesmo que um clube precisa sempre vender suas futuras promessas e os seus craques para  manter as contas em dia? Acredito que não.

A venda de jogadores faz parte e é inevitável quando chega uma proposta tentadora, mas este não é o único jeito de se pagar as contas. Temos grandes exemplos de times que não precisam vender um jogador por ano para acertar as contas e mesmo assim quando vende repõe por um jogador melhor.

Cito o Barcelona, o time que atualmente é exemplo de tudo, futebol bem jogado, investimento na base e boa administração. O Barça ficou durante muitos anos sem colocar um patrocinador na camisa e mesmo assim, sempre trouxe grandes jogadores, pois lucrava com a marca BARCELONA.  O time vende camisas, canecas, chaveiros, tudo com o a marca do clube. Só esse ano ele aceitou ser patrocinado. Mas mesmo assim recebendo muito bem, o clube que mais ganhou com o patrocínio por que antes investiu em sua marca.

O que eu quis dizer com isso? Que dá pra pagar a conta sem precisar vender. E nem precisa ir muito longe. Grêmio e Internacional lucram bastante com o carnê de sócio-torcedor, onde o torcedor recebe vantagens como ter preferência nos ingressos para jogos e direito a voto nas eleições do clube. Isto é marketing e dos bons. O que infelizmente é pouco executado pelos clubes brasileiros.

É por isso que eu não caio nessa conversa de vender jogadores para se pagar contas. Se os clubes soubessem trabalhar com o seu maior patrimônio: o torcedor, os dirigentes não precisariam vender peças importantes por qualquer mixaria. Os clubes precisam trabalhar melhor seu marketing,  valorizar sua marca e principalmente seu torcedor. Nos últimos anos, vem ocorrendo algumas iniciativas, mas ainda assim extremamente tímidas.

A grande questão é: enquanto os clubes brasileiros manterem essa gestão amadora em um mundo onde gira milhões, sempre ficarão reféns de empresários. E nós torcedores, vendo nossas estrelas e futuros craques indo para a Europa. 

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