Um título ruim para todos

6 de junho de 2011
Cruzeiro Campeão Mineiro
Cruzeiro Campeão Mineiro 2011

Quando Magno Alves invadiu a área cruzeirense, logo pensei: além de arrematar o título atleticano, o veterano atacante do Galo iria trazer à tona a desconfiança do torcedor cruzeirense sobre a eficiência do time mais elogiado do Brasil no primeiro semestre.

Mas para o azar de todos os mineiros, Wallyson e Gilberto confirmaram a hegemonia azul em campeonatos mineiros do novo século. Final de jogo: 2x0. Cruzeiro Campeão Mineiro 2011: um título ruim para todos.

Para o América-MG, vencer o "ruralito" significaria trazer a sua escassa torcida para os estádios e ajudar a empurrar o time a, pelo menos, se manter na primeira divisão do Brasileirão em 2011. Mesmo com o título da série C e ascensão para elite do futebol brasileiro em 2010, a torcida americana ainda não empolgou com o time que, na última rodada do brasileirão, chegou a transferir seu mando de campo para o modesto estádio Morenão (Campo Grande-MS).

Enquanto isso, a esperança do Atlético-MG era vencer o mineiro para atender a três propósitos: 1) apagar a péssima campanha na Copa do Brasil quando foi eliminado pelo confuso Grêmio Prudente (que voltou a ser Barueri); 2) evitar aproximação do Cruzeiro em número de títulos estaduais; 3) premiar o eficiente trabalho de renovação promovido por Dorival Júnior e suas apostas na categoria de base. Deu tudo errado: a euforia da torcida atleticana se esvaiu como fumaça no ar.

Walyson comemora a vitória sobre o atlético

Ainda resta falar sobre o fracasso azul. Mas que fracasso? O Cruzeiro é um dos times mais elogiados do Brasil (junto com o Santos), com uma média de 3 gols por partida, a melhor campanha na primeira fase da Libertadores, um elenco poderoso e um título estadual. A preocupação cruzeirense com a ilusão do título mineiro procede. Nas últimas 7 partidas, a equipe venceu apenas um jogo, justamente a final do mineiro. Está claro que o time precisa de reforços para a lateral, para o ataque e boas peças de reposição no banco.

Talvez, uma derrota cruzeirense no mineiro aumentaria a preocupação da diretoria e do técnico Cuca e também a pressão da torcida com relação aos reforços. Mas ninguém gosta de perder, quem dirá perder um clássico para o maior rival. Lênin diria que "é preciso dar um passo atrás para dar dois passos a frente": eis o paradoxo mineiro!

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